sexta-feira, 9 de abril de 2010

...essa multidão de pessoas diferentes que eu sou.

http://wp.clicrbs.com.br/luizcarlosprates/2010/04/07/socorro-pinel/?topo=77,2,18

Ta aí, galera. O link de um dos posts mais realistas do Luiz Carlos Prates. Tá, eu sou apaixonada por ele desde a época que ele fez aquele texto sobre a aliança – outro dia posto ele aqui, lembrem-me. Não vale só a pena, mas a galinha inteira ler esse texto aí. ;) Leiam, e voltem aqui, ok?


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Eu sou do tipo imprevisível. E isso não é novidade. Mas eu não te abandonaria. Eu aprendi que amor é mais que só as mãos dadas, e eu não quero que todo esse amor seja em vão. Não, eu não quero. Já sofri demais, poxa!

E eu sou intensa demais. Deve ser por isso que meus relacionamentos não deram em projetos eternos. Me diz: ‘qual o homem que consegue ficar ao meu lado mais que uma hora?’

Sim, existem uns corajosos. No primeiro mês, eles dizem que eu tenho uma luz incrível, que eu chego e tudo fica colorido. Que esse meu jeito inconstante e intenso demais apaga a luz deles, e que só eu apareço por mais bonitinhos que eles sejam. No segundo mês, eu preciso me conter. Muita alegria atrapalha. Muita intensidade sufoca. E no terceiro mês, já estou sendo chata, já estou exigindo demais, já não posso continuar amando.

Que ótimo. E eu fico com meu bonsai, com minha intensidade, com minha alegria sufocante, com a minha luz colorida, com meus textos, com meu umbigo... E sozinha. Eu já disse que não deixo transparecer tudo o que sou aqui, se o pouco que já conhecem já é o suficiente para me odiarem, ou me amarem. Imagina se me descobrem por inteira? Se eu deixo que toquem no meu sagrado?

Os poucos relacionamentos que tive, mostrava essa parte minha intensa, exagerada, feita de amor. Mas, meu sagrado? Não. Ninguém toca. E o que ele vai fazer quando eu mostrar os traumas, os medos, os pensamentos? Se já ta difícil alguém me amar assim... ô.

E foi entendendo tudo isso que eu aprendi a me amar. E antes de amar qualquer um, eu me amo. Apesar de, várias vezes, achar isso inútil e querer esquecer de mim pra cuidar de outrem. Mas não, eu sempre volto pra mim. Nem tudo que é bonito é amor.

É fácil se apaixonar por mim. Ainda mais quando você se torna meu amigo e eu te olho, com cara de menina, e digo: ‘tudo bem, podemos ser amigos. Mas promete não se apaixonar por mim?’

Pronto. Foi o suficiente. E eu não fiz porque quis. Eu peço, sinceramente, que você não se apaixone. Porque eu sou idiota e, te ver apaixonado, vai me fazer apaixonar, e no final, quando você estiver sufocado com a minha intensidade, vai me deixar... Apaixonada. Você vai virar as costas e vai me deixar, e eu, orgulhosa, nem vou olhar você ir. Mas vou te esperar, meu coração vai acelerar e uma parte imbecil dentro de mim vai esperar você voltar, com alguns bombons, ou com uma rosa, justificando sua ausência.

Ta aí. Dá pra não se apaixonar? Percebeu o quanto sou idiota? E eu não sou o dito modelo que as agências de beleza pedem. Sou baixinha, magrinha, cortei meus cabelos, pinto de castanho escuro, um mês eu os escovo toda semana, outro mês, uso eles bagunçado, cacheados. Amo minha barriguinha indesejada e amo o que sou, o que faço, o que me tornei e ainda tornarei a ser.

Entende? Eu me amo. Às vezes me odeio, claro. Mas, talvez ódio seja amor – e falamos disso outra hora. – e aqui dentro tem uma menina menor ainda, com frágeis joelhos, cansada de correr do/para o amor. Se quer me conhecer, então suporte minha intensidade, e quando se sentir sufocado, pode ir. Eu vou entender. Eu só não devo sufocar a mim, as minhas plantas, os meus livros e meu piano.

Ops, reformulando: Eu vou entender se não estiver apaixonada por você, se você não tiver trazido flores pra mim, chocolates, me abraçado quando eu senti medo, me ouvido tocar, me ouvido cantar, ter cantado pra mim. Se não existir esse amor entre nós, aí sim, eu te entenderei e você poderá ir, sem ressentimentos. Mas não vá se me deixar for me machucar. Por favor.

E, eu estou aqui, ouvindo o barulho dos aviões quase levantando o telhado de casa, e minha música favorita. Enquanto contorço meus pâncreas pra não esboçar o quanto escrever tudo isso me dói. Ser assim não é fácil. Mas, se eu não fosse assim, eu nem sei o que seria de mim. Eu sou esse milhão de pessoas diferentes, de um dia pro outro. Isso te assusta? Não posso mudar meu jeito. Então, nem se aproxime. Isso encanta, e sufoca. Foi o que todos disseram.

E, quando você voltar e disser que esteve com saudade, que nada ficou tão colorido como quando você esteve comigo, e quando disser que se lembrou de mim, eu não vou acreditar.

Mas, se não quiser nada disso, e for se arriscar. Então, quando eu te olhar e meus olhos estiverem marejados, e eu apertar meus lábios, bater os pés, sorrir sem jeito e mexer nos cabelos, estarei apaixonada por você. Não se assuste, eu vou respirar fundo, tentando encontrar alguma razão dentro de mim pra estar sendo idiota em amar novamente. Só olhe dentro dos meus olhos e veja o quanto você significa pra mim, e procure em sua alma tudo o que sente por mim, e aí, quando você encontrar, não vai desejar mais nada. E, se realmente não desejar nada além disso, nem ouro, nem beleza, nem falar em outras línguas, aí você pode dizer que me ama. Se você me amar, vai amar a minha intensidade, minha alegria exagerada, minha mania de sair correndo contra o vento – mesmo não podendo por causa dos joelhos - , e minha risada depois de correr até os joelhos não poderem mais agüentar. Você vai amar esse milhão de pessoas diferentes que eu vivo todos os dias. E eu vou te amar com toda essa intensidade, essa alegria exagerada... E amor não vai te faltar, não há um lugar que você toque em mim que não seja amor.

Boba que eu sou. E alguém realmente se importa com tudo isso?

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Buenas, jantar da família hoje. Empolgada? Nem tanto.

Tô mais empolgada pro ocorrido de amanhã, que só conto amanhã ou domingo, quando arranjar um tempo pra escrever.

Bom, tenho tido dias lindos, mesmo quietinhos.

;* Denise

;* Chris

;* Elias (meu priminho >.< )

;* Rapha

;* Isa

;* Gika

Queijo pro resto.

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