Recuperei meu orkut, graças ao Junior, que me ajudou bastante – até mesmo mandando eu me acalmar pois o mundo não tinha acabado. Mas as palavras continuam para o palhacinho que hackeou meu Orkut. Totalmente desnecessário.
E eu tomei decisões importantíssimas nesses últimos dias e tenho me sentido muito bem. Hoje estava pensando em como as pessoas conseguem destruir grandes sonhos, projetos e momentos numa atitude impulsiva, por um desejo tão banal. Também andei me lembrando de uns momentos únicos que vivi, e por causa deles, hoje prefiro a solidão. Mas não estou triste. Em momentos como esse que eu vivo, é preferível estar sozinha, ver as coisas de outro jeito, procurar outras coisas.
Sim, o amor é uma das poucas verdades que temos na vida. E só em pensar nele meus olhos marejam, minhas mãos tremem e meu coração acelera. Sim, é tudo muito lindo, tudo muito bonito, mas não estou preparada. Não posso, não quero sentir isso de novo, mesmo que seja totalmente diferente: intensidade, duração, pressão, volume, altura, profundidade, comprimento... Não consigo.
Eu tenho me irritado com tantas coisas. Esses dias, orando, li na Bíblia que ‘não há nada encoberto que não venha ser revelado’; e, sinceramente, pedi que as coisas ocultas fossem reveladas. E foram! Nunca vi tanta hipocrisia e falsidade num lugar só. E isso tudo me machucou, confesso. Mas eu continuo e sem me importar com o que pensam. Já disse que não me importo se me acham careta, quadrada, redonda... Eu sou assim e pronto. Se for pra me amar, me ame assim, como eu sou. Caso contrário, sem acordo.
Ando desejando que certos sentimentos desapareçam e não vou me iludir com qualquer par de olhos brilhando. Sim, sou exigente e sei que é prepotência minha mas não achei ninguém digno de mim. Tão centrada, cuidada e cheia de uma essência que é tão rara.
Eu, sinceramente, queria escrever coisas bonitas hoje. Dessas que sempre escrevo e faz o maior sucesso, meus amigos me parabenizam, meus pais sentem orgulho. Mas... Não. Não estou no clima. Não quero divagar sobre esses sentimentos clichês demais, e essenciais demais.
Estou numa mistura de drama com revolta. Eu estou cansada dessa sua mania de se fazer de agradável enquanto, pelas minhas costas, aponta todos os meus defeitos. Estou cansada da sua vida perfeita, dos seus amigos perfeitos, do seu sorriso perfeito e das suas palavras clichês. Cansei, simplesmente.
Casos assim são clichês demais, me fazem bocejar. E eu odeio esperar ligação. Não há cena mais idiota que ficar olhando para o celular. Os celulares foram justamente inventados para que ninguém precise mais ficar aguardando uma ligação ao lado do telefone. Enfim... Cansei dessa minha bondade em querer agradar você dizendo que alguma coisa aqui dentro não quer ser só. Eu inteira quer ser, e só alguém que me faça amá-lo 365 dias do ano pode me convencer do contrário.
Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente, ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam. Eu não me explico. Conformo-me. Mas, e você? De onde veio todo esse egocentrismo, toda essa falta de amor? E que mundo perfeito é esse que você vive e se esconde e vive de novo, como se fosse um livro em que o autor escreve o que bem entende, sem se importar com a realidade? E, você tão cheio de indagações e críticas... É tão difícil assim se olhar no espelho e ver o monstrinho que você está se tornando? Ver que você não vive, apenas ocupa espaço de quem quer viver? De quem quer amar, ser sincero e encontrar nas coisas simples da vida algo que realmente faça sentido? É tão absurdo o modo como você simplifica as coisas em brincadeiras sem graça, piadas de mal gosto; causa ojeriza ver como você pouco se importa com quem sofre, ou melhor, finge que se importa, só para aparecer mais bonito, mais bondoso. Como se pudesse esconder as melequinhas que traz no peito, os traumas e medos, as coisinhas podres, fedendo, escondidas nas gavetas e armários do coração. Você podia ser o ‘necessário’ que me falta. Mas, mesmo se eu optar pelo ‘necessário’, você não se encaixa nos padrões. Nada é por acaso, e se eu estou escrevendo tudo isso, é porque existe uma razão. Eu queria que fosse diferente, que você fosse tragável, compreensível.
Eu ouvi alguém falar que o importante é ser feliz, ter saúde e o resto não interessa. E eu te pergunto: Tem como ser feliz sem estar apaixonado? Tem como se sentir completo, inteiro, com as duas pernas?
Não, não tem. Por isso essa minha sensação de estar sempre mancando, esperando uma metade que se encoste e se encaixe e ande no compasso dos meus embalos.
Cansei de promessas. Não quero promessas. Não me venha com esse papo de que sou única, que não existe ninguém que me supere, que sou eterna. Promessas criam expectativas, e expectativas borram a maquiagem e comprimem o estômago. Não quero dor. Não quero lágrimas. Não quero. Me respeita? Não se aproxime, não toque no meu queixo, não diga palavras bonitas. Estou cansada disso. Cansada desse amor que pintam de bonito. Dessa coisa que virou vírgula, que ta na boca do povo.
ALGUÉM AÍ SABE O QUE É O AMOR? Não que eu saiba, mas é que ta todo mundo sabendo, menos eu. Todo mundo sofrendo, todo mundo amando hoje, desamando amanhã. Tô de saco cheio de história românticas, eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pra todo mundo. Eu escrevo porque eu sou maluca! Tudo aqui é real demais. E eu não acho graça em amores sem final feliz. Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim – Acredita? -, mas eu cansei; cansei de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra. Me deixa fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Sou uma espécie em extinção: eu acredito no ser humano! E eu quase acreditei em você. Não precisa me amar, só não me faça acreditar que é amor, que é paixão, que é pureza. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou – apesar de isso soar com um pouco de verdade -, a questão é que não me contento com pouco. Tenho MUITO dentro de mim e não to afim de dar sem receber nada em troca de todo amor e dedicação que trago.
Eu sei, sou extremamente sincera e posso te machucar. Mas prefiro te ferir com a única verdade que serve pra você, ao invés de contar milhões de mentiras que também servem pra iludir meninos bobinhos como você.
Não te quero mal, apenas não te quero mais.
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