segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu deixo

"O que você faria se não tivesse medo?"
(Richard Bach)

Ta aí, foi essa a pergunta que me fizeram hoje pela manhã.
E, por incrível que pareça, o @Literatuitando postou isso agora a tarde.
Eu poderia passar o resto da tarde escrevendo coisas que eu, você e qualquer outra pessoa faria se não tivesse medo, se as pernas não bambiassem, se o coração não disparasse.
E sentir esse medo não significa ser covarde. Eu posso não querer machucar, não querer afastar, não querer destruir. Eu posso ter medo de destruir tudo o que de bom e saudável cresceu entre a gente.
Em certas horas, você faz coisas que não queria fazer por quem você ama. Você deixa que levem tudo aos trancos, de qualquer jeito, sem se importarem se é assim que você quer... E você deixa porque você ama. Porque eles estão felizes levando tudo assim.
Hoje eu passei o dia dentro de casa arrumando as coisas, lendo, escrevendo, ouvindo jazz e bordando. Hoje choveu e fez um friozinho gostoso que teimou em me empurrar mais pra dentro de mim. Nesses dias eu penso nessas vontades loucas que eu tenho de fugir, e nesses impulsos de voltar no minuto seguinte. Penso nas coisas em que preciso me adaptar.
Se, hoje, eu não tivesse medo eu estaria bem longe daqui. Longe dessa fumaça cinzenta, desse barulho ensurdecedor e dessa solidão insuportável.
Eu estaria longe dividindo chocolates, beijos, erros, bobagens.
Eu iria além de tudo o que me espera e curtiria como nunca os meus sonos demorados e minhas insônias intermináveis.
Adaptar. Isso dói, isso me machuca e isso não é legal. Não digo que vou superar todas essas mudanças impertinentes, mas posso superar o vício de falar disso sempre.
Eu vou me moldar a tudo isso e eu aposto que, quando não estiver doendo mais, as coisas vão mudar de novo. É ciclo, é sina.
E eu fico aqui com meu bonsai, meu umbigo e tudo o que me diz respeito. Fico aqui com toda a minha saudade e o meu amor de sempre.
Deixa a janela aberta pro ar circular um pouco nesse quarto quase escuro, encosta a porta e não desligue o som.




Twitter: @mayfreire
http://www.formspring.me/freiremay pros desocupados de plantão
E, por favor, quer utilizar meus textos... Fique à vontade, mas coloca a PORCARIA dos créditos se não eu mando a federal atrás de você, cáspita!

Faz tempo que não mando beijinhos, né?
Então, beijo pro mon amour que me deixou alone in the dark, Tharsis. Saudade, gigante.
Fernanda, melhoras minhas flor.
Chris, boas constantes mudanças.
Personas da Ebenézer.
Rodrigo, que vai me ensinar a composição do feijão pra eu nunca mais perguntar o que é platina. Cara pálida.

Cuidem-se. E eu NÃO estou de bom humor.






2 comentários:

  1. nossa quanto tempo hein saudades
    jackson..

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  2. Ola...mto bom seus textos...me "axo" tanto aki! rs...bjo!.max freitas!

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Se não gostar, tudo bem. Apenas respeite. Porque até eu tive que aprender a me respeitar.