sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O retorno. Muahahaha!

E olha eu aqui de novo escrevendo sobre o amor da princesinha e do monstro-espinho. É incrível a maneira como o entendimento vai ampliando conforme o passar do tempo, não é? Há meses atrás cá estava eu, com meus botões, pensando em toda a crueldade desse monstro-espinho sem noção e da inocência da princesinha indefesa que caiu na lábia do bicho malvado.

Eu não sabia como escrever sobre eles, afinal, é tudo tão intenso, tão grande, tão estupendo que eu mal consigo enxergar dessa minha vida pra dentro. Mas eu prometi, assim como quando prometi destruir a reputação do monstro-espinho, eis-me aqui reconstruindo tudo de novo – pra destruir novamente?

Eu disse que monstros são indiferentes pra mim, e que eles não são gratos. Contei toda a teoria da rosa que ele usa como encanto pra cravar seu espinho na boa menina até que ela esteja tão presa a ele a ponto de não mais se importar com o espinho e só ver os seus olhos que cintilam por amor.

O fato é que eu estou aqui perdendo horas meditando em como escrever o que estou vendo, já que o monstro-espinho e a princesinha voltaram. O monstro sempre foi boa pinta – frágil demais pro meu gosto – mas tinha lá suas qualidades, como qualquer coisa que se mexe. Mas, em especial, uma qualidade que eu admiro em qualquer pessoa: personalidade. E isso ele tem, não se pode negar.

A princesinha sempre foi criada cheia de mimos e cuidados, sempre tendo em quem se esconder, embora tivesse seus momentos de solidão em meio à multidão, o que é normal já que ela é de carne e osso. E todos os caras que esquentaram um banco de ônibus ao seu lado se adaptaram a ela, ao seu jeito mandão, impulsivo, cheio de encanto, nunca foram o suficiente pra ela. Mas ela nunca tinha encontrado ninguém que a fizesse engolir o seu jeito, a sua personalidade forte. Ela nunca encontrou alguém que surtasse como ela sempre surtou, que tivesse crises de solidão, de ciúme. Eles nunca encontravam um jeitinho de mostrar à ela a sua personalidade e fazê-la engolir o jeito deles, porque aí ela surtava e as coisas caminhavam mal. E ela, insegura, já pensava em desistir.

Mas o monstro é dono de si, não precisa que ninguém lhe dite regras de moralidade. Ele se comporta como quer, e quer ser amado assim... Como ele é. E por isso o espinho que ele cravou na princesinha doeu tanto.

Aí a gente entende o porquê de todo esse “poder” que ele tem sobre ela. Não é atração cósmica. É personalidade. Todos nós sempre o odiamos por fazê-la sofrer com toda a sua arrogância e falta de amor. E sempre a criticamos por fazê-lo sofrer com toda a sua insegurança, indecisão e excesso de amor. Não é atração cósmica, nem destino. São personalidades opostas que foram obrigadas a conviver por culpa de dois corações irrevogavelmente apaixonados.

E, por outro lado, personalidades tão opostas que se completam. Ele pode machucá-la novamente, fazer pior, mas ela ainda vai continuar sentindo aquele aperto no peito cada vez que algo ruim acontecer com ele. E ela pode deixá-lo outra vez, ele vai continuar sonhando com ela cada vez que pisar numa areia gelada de uma praia qualquer.

Quando você encontra alguém parecido demais com você essa pessoa passa despercebido. Você já se nota todos os dias, pra quê notar outro eu? Se já é cansativo viver sendo a gente de vez em quando? Mas quando você encontra alguém que te intriga, que te irrita, que sai do teu controle... Ah! Aí as pernas tremem, o corpo gela, você não nota sua mãe na rua porque está ao lado dele, fica tonta.

A princesinha é minha personagem favorita. Ela é tão intensa, tão complexa, tão cheia de filosofias que ainda não entendeu o que aconteceu nesses dois anos de tormento sentimental.

Alguma coisa dentro dela reconheceu alguma coisa dentro dele, e isso jamais será violado. Por mais que queiram. Porque ele foi a primeira pessoa que a fez ver alguém exatamente do jeito que é, e não do jeito que ela queria que ele fosse. Por isso, o amor que ela dedica à ele não depende mais do que ele faz por ela, por que ele já fez a maior das obras. Ela agora enxerga o ser humano como ela se enxerga no espelho, nos seus textos, nas fotos que tira. Ela se enxerga inteira e pensando que ninguém pode tirar sua essência de princesa. E ela aprendeu a enxergá-lo e ver que ninguém pode tirar a sua essência de monstro.

Por isso já se acostumou aos espinhos, às vezes que ele a machuca sem perceber e nem pede perdão. E ela reclama sozinha, e esquece de tudo quando suas pernas voltam a tremer.

Esse amor incondicional é surreal pra alguém que não quer misturar realidades, personalidades. Mas a princesinha se arriscou, pagou o preço e continua pagando, e é feliz nas horas vagas.

E eu a admiro por isso. É preciso dedicação, paciência e um amor incondicional. Eu li uma frase que diz que não podemos fazer todas as coisas bobas que se quer na vida, a gente tem que fazer escolhas e tentar ser feliz com elas. E é exatamente isso o que a princesinha fez. Ela escolheu o monstro, e tenta ser feliz com essa escolha. Ela fez essa escolha no dia em que desenhou o coração no peito pedregoso do monstro, onde nem som das batidas podia se ouvir. Não havia nada ali dentro. Mas ela acreditou. Acreditou que um dia ele fosse se importar em não machucá-la, que ele fosse ser o que ele realmente é só para ela enxergá-lo melhor assim e continuar amando.

Eu não acreditei. Já vi muitos milagres, mas não vi um coração brotar no peito de um monstro. E não foi que brotou? Ele a ama, apesar dos espinhos que o cerca e de toda aquela arrogância que carrega.

Só ela sabe o quanto ele é humano quando está com ela, o quanto ele pode ser especial, amável e dedicado. Só ela sabe das loucuras que ele faria mesmo jogando tudo pro ar e mandando ela ir a merda. Eu poderia passar dias e dias aqui falando dela, que eu conheço tão bem... Mas jamais poderia escrever mais do que algumas linhas sobre ele, já que continuo enxergando-o como aquele monstro que descobri e não como o amor da vida da princesinha, da minha princesinha.

...

Está aí, aniversariante!

Denise Dantas Caça-Nego, PARABÉNS.

Afinal, não é qualquer dia que se faz 16 anos – meu vô fala isso sempre. É bom ver como você evoluiu – eu ia escrever “cresceu”, mas seria pejorativo -, eu fico tão feliz ao ver toda essa sua vontade de viver, de conhecer, de se entender e entender quem você ama. Eu sempre te admirei por saber jogar com o psicológico até dos nossos inimigos. Me lembro de você sentindo pena da menina que nos odiava, e ainda querendo oferecer um abraço. Eu ria de você. E isso foi muito bonito.

Você pode ter os defeitos que tem, mas ninguém pode falar que tem um coração pequeno, ou que não ama. Sobra amor aí nesse corpinho. E eu aprendi a te amar por isso.

Que esse ano seja maravilhosa, repleto de alegria, e a gente sabe que existirá tristeza, mas que você aprenda e cresça. Que continue assim, com tanto amor aí que nem cabe em você. Seja intensa, verdadeira e mantenha a sua essência. Não venda seus valores nem destrua tudo o que de bonito foi construído em você.

Lembra de todas as nossas conversas, dos dias que eu te levava pra conhecer o meu mundo e tudo o que me mantém em pé. Um dia você pode precisar e eu quero muito que se lembre de mim e de tudo o que eu fiz por você e ainda faço. Eu faria mil vezes.

Seguimos caminhos diferentes, e sabíamos disso. Doeu e ainda dói. Nosso tempo foi bom, divertido e encantador. E eu sei que vai aparecer em nossas vidas pessoas mais engraçadas, mais evoluídas, mais criativas... Mas essa nossa essência vai estar sempre guardada em mim. E espero que em você também. Estamos conectadas. A mesma harmonia, a mesma melodia, a mesma canção.

Seja feliz, muito feliz. E viva os detalhes, porque eles a gente leva pra sempre.

Feliz aniversário, brotinho. Eu amo você, e você sabe disso. ;)

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